A história da Queima das Fitas no Porto não é muito mais recente que a de Coimbra (que teve início em 1919) pois já em 1920, os finalistas de Medicina da Universidade do Porto faziam a então chamada "Festa da Pasta", que é considerada a origem da Queima das Fitas do Porto.
A "Festa da Pasta" era um evento com um grande espírito académico e que comemorava a passagem da pasta dos estudantes que estavam a terminar o seu curso, os quintanistas, aos que entravam na recta final, os quartanistas. Juntamente com a passagem da pasta era imposto o grelo aos quartanistas. Ao longo dos anos a "Festa da Pasta" foi-se difundindo pelas diversas faculdades da Universidade do Porto, sendo que cada faculdade tinha a sua própria festa. As diversas "Festa da Pasta" realizaram-se ininterruptamente até 1943, ano a partir do qual passou a haver uma só para todas as faculdades.
Nesse mesmo ano de 1943, começou-se a usar o nome de Queima das Fitas, paralelamente ao de "Festa da Pasta", tendo-se realizado no ano seguinte, em 1944, ainda integrado nestas comemorações, a primeira Missa da Benção das Pastas, na Igreja dos Clérigos.
Em 1945, a expressão "Festa da Pasta" é abandonada totalmente e é a partir desta data que passa a existir a "Queima das Fitas do Porto", que resulta da já explicada evolução da "Festa da Pasta". Até 1971, de uma forma natural, a "Queima das Fitas do Porto" vai evoluindo. Em Coimbra a Queima realiza-se até em 1968, desaparecendo em 1969 no seguimento de todas as convulsões políticas de então. No Porto, a Queima das Fitas só se deixa de realizar a partir de 1971.
Em 1978 a Queima das Fitas ressurge no Porto, com a designação de Mini-Queima e consistiu num cortejo, o que gerou alguma polémica e contestação em vários quadrantes da sociedade por considerarem que esta era uma iniciativa reaccionária. No ano seguinte, em 1979, foi feita uma tentativa mais alargada de organização da Queima das Fitas, tendo havido duas comissões organizadoras. No entanto, só uma delas teve sucesso. A partir daí a Queima das Fitas do Porto começou a tomar os moldes que actualmente conhecemos, com inúmeras actividades desde a Serenata, ao Cortejo, passando pelas Noites, concerto Promenade, Festival Ibérico de Tunas Académicas, Sarau Cultural, etc. Quanto às noites da Queima, passaram a ser no Palácio de Cristal, passando em 1998, e até aos dias de hoje, para o recinto da Antiga Feira Popular do Porto, junto ao Parque da Cidade e ao Edifício Transparente. Esta evolução ao longo dos últimos 20 anos fez com que a Queima das Fitas deixasse de ser uma festa restrita aos estudantes para passar a ser o maior evento da cidade do Porto e a maior festa Académica do País.
Actualmente, a Queima das Fitas é organizada pela Federação Académica do Porto (FAP), e movimenta cerca de 350 000 pessoas, números estes só possíveis de atingir dada a diversidade de eventos produzidos, sendo prioridade da FAP não só na quantidade de eventos mas sobretudo a qualidade dos mesmos, havendo um esforço para proporcionar bons espectáculos, a preços muito acessíveis, a todos os estudantes. Assim sendo, podemos afirmar que este evento é como que uma retribuição à cidade do Porto e à Região por tudo aquilo que proporciona aos estudantes da Academia, nas suas mais variadas vertentes. Além disso, o ambiente académico vivido na semana da Queima é marca fundamental para o percurso de qualquer estudante da Academia do Porto.








